Publicações (artigos e capítulo de livro)

O não desejo de maternidade: um fenômeno crescente, mas ainda pouco pesquisado no Brasil (Daniele Leal e Valeska Zanello)

https://drive.google.com/file/d/1HLcW6NrgrgnmLCdpDteAT-B_z7rldZBO/view?fbclid=IwAR2dI-NpsUfwO2OuizBPDIP8chPR3ZfP8mG5Z9WQp_dbFD2ViYw99–pGJk

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 Dispositivo amoroso e tecnologias de gênero: uma investigação sobre a música sertaneja brasileira e seus possíveis impactos na pedagogia afetiva do amar em mulheres (Mariah Gama e Valeska Zanello)

https://drive.google.com/file/d/1HLcW6NrgrgnmLCdpDteAT-B_z7rldZBO/view?fbclid=IwAR2dI-NpsUfwO2OuizBPDIP8chPR3ZfP8mG5Z9WQp_dbFD2ViYw99–pGJk

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Violência de gênero contra as mulheres e saúde mental: psiquiatrização, silenciamento e invisibilidades

Valeska Zanello

https://drive.google.com/file/d/1QywxEYNhLcvMf0vTX6uqivcmn6FnIWew/view?usp=sharing

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Relação entre a violência e a saúde mental das mulheres no Brasil: análise das políticas públicas (Mariana Pedrosa e Valeska Zanello)

https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revispsi/article/view/38128

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Saúde Mental e Racismo Contra Negros: Produção Bibliográfica Brasileira dos Últimos Quinze Anos (Marizete Gouveia e Valeska Zanello)

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932018000300450&lng=en&nrm=iso

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A TOPOGRAFIA DA AUDIÇÃO DE VOZES: UMA POSSIBILIDADE DE INTERPRETAÇÃO DA LINGUAGEM DA SUBJETIVIDADE (Henrique Fernandes e Valeska Zanello)

http://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/saudpesq/article/view/6599

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O gênero no comportamento suicida: Uma leitura epidemiológica dos dados do Distrito Federal (Felipe Baére e Valeska Zanello)

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2018000200008

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Para além da alucinação auditiva como sintoma psiquiátrico (Henrique Fernandes e Valeska Zanello)

https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/enfermagem/article/view/14042

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Ouvindo o inaudito: mal-estar da maternidade em mães ofensoras atendidas em um CREAS
Listening to the unherad-of: maternity malaise in offending mothers attended in a social assistance center

Aline Xavier; Valeska Zanello

https://periodicos.ufsc.br/index.php/revistacfh/article/view/2178-4582.2018.e57051/40097

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O Grupo de ouvidores de vozes: dispositivo de cuidado em saúde mental

Henrique Campagnollo Dávila Fernandes; Valeska Zanello

http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/PsicolEstud/article/view/39076/pdf

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Capítulo “Saúde mental, gênero e interseccionalidades”, no livro  “Luta antimanicomial e feminismos interseccionais”

Valeska Zanello

 

 

 

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Escrita feminina, entre o bordejamento da falta e o desamparo: contribuições a partir de uma leitura gendrada da Psicanálise

Valeska Zanello

https://drive.google.com/file/d/1fPMzXta490k25IwcqGnAZY_0DKCIy5Lp/view?usp=sharing

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Capítulo “Encaminhamento de “mães ofensoras”: atendimento psicossocial ou reforma moral? A violência do Estado sobre as mulheres”

Aline Xavier; Valeska Zanello

https://www.dropbox.com/s/b6xvq8rycycdkk4/RelatosEnfrentViolenciasContraMulheresFev18.pdf?dl=0

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Capítulo “‘Saúde mental’ ‘indígena’: do que estamos falando e a partir de onde?”

Valeska Zanello; Marianna Queiróz Batista

https://drive.google.com/file/d/1vkPokGRbq_bNE0-2zQCx_QzOxm8BEHYx/view?usp=sharing

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Capítulo “Bonecas como tecnologia do gênero na representação de identidades”

Jonas Carvalho; Júlia Bucher-Maluschke; Valeska Zanello

https://drive.google.com/file/d/1vkPokGRbq_bNE0-2zQCx_QzOxm8BEHYx/view?usp=sharing

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Saúde mental e gênero: O perfil sociodemográfico de pacientes
em um centro de atenção psicossocial

Ioneide Campos; Waltyer Ramalho; Valeska Zanello

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2017000100008

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(IN)VISIBILIDADE DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES NA SAÚDE MENTAL

Mariana Pedrosa; Valeska Zanello

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-37722016000500213&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

RESUMO

O objetivo deste estudo foi realizar um levantamento acerca da percepção, crenças e conhecimentos sobre violência contra as mulheres e políticas públicas em profissionais de saúde mental. Foram realizadas 12 entrevistas e, a partir da análise de seus conteúdos, foram criadas cinco categorias: “percepção das demandas apresentadas por homens e mulheres”, “experiência no atendimento a mulheres que sofreram violência”, “relação entre violência e saúde mental”, “conhecimento sobre a Lei Maria da Penha e políticas públicas para as mulheres” e “(des)conhecimento da notificação compulsória da violência contra as mulheres”. Os profissionais apresentaram dificuldade para lidar com o tema, principalmente relacionada à notificação da violência e ao encaminhamento do caso. A atuação é baseada na intuição e não em conhecimentos teórico práticos.

Palavras-chave: violência contra mulher; saúde mental; profissionais da saúde

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SAÚDE MENTAL E GÊNERO: O SOFRIMENTO PSÍQUICO E A INVISIBILIDADE DAS VIOLÊNCIAS

Ioneide Campos; Valeska Zanello

file:///C:/Users/Usuario/Downloads/11505-33314-1-PB%20(4).pdf

Resumo: As classificações diagnósticas são utilizadas como modelo clínico nas intervenções psiquiátricas no Ocidente. Neste estudo objetivou-se realizar uma leitura sobre os diagnósticos e sintomas, a partir de uma perspectiva de gênero e saúde mental. Estudo transversal, de abordagem quantiqualitativa, com produção de dados por análise de prontuários dos usuários (as). Os resultados demonstram prevalência de diagnósticos relacionados aos transtornos do humor em mulheres e, nos homens, de esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e delirantes. Esses dados, associados ao levantamento do perfil sociodemográfico e a análise dos dados dos prontuários, apontam para a medicalização e psiquiatrização da vida, sobretudo no caso das mulheres, cuja presença em episódios de violência chegou a 32,54%.

Palavras-chave: Saúde mental. Psiquiatria. Mulheres. Violência.

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SOFRIMENTO PSÍQUICO, GÊNERO E VIOLÊNCIA: NARRATIVAS DE MULHERES ATENDIDAS EM UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS II) 

Ioneide Campos; Valeska Zanello

(Capítulo no livro “Mulheres e Violências: Interseccionalidades”. Download: https://www.coloquiofeminista.com/)

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RECONSTRUINDO HISTÓRIAS PARA ALÉM DO DIAGNÓSTICO PSIQUIÁTRICO: ESCUTA (E INTERVENÇÃO) DE GÊNERO COMO MEIO DE EMPODERAMENTO DE MULHERES COM HISTÓRICO DE RELAÇÕES VIOLENTAS

Mariana Pedrosa; Valeska Zanello

(Capítulo no livro “Mulheres e Violências: Interseccionalidades”. Download: https://www.coloquiofeminista.com/)

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SAÚDE MENTAL EM CONTEXTOS INDÍGENAS: ESCASSEZ DE PESQUISAS BRASILEIRAS, INVISBILIDADE DAS DIFERENÇAS

Mariana Queiroz Batista; Valeska Zanello

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-294X2016000400403&script=sci_abstract&tlng=pt

Resumo

O presente trabalho teve como objetivo realizar um levantamento de artigos produzidos sobre o tema saúde mental em contextos indígenas entre os anos de 1999 e 2012 nas principais plataformas científicas brasileiras (SciELO e BVS-PSI). Foram utilizados três grupos de descritores, perfazendo 62 buscas, as quais encontraram 5510 resultados, dos quais, depois de analisados, sobraram apenas 14 artigos. Foram levantados dados quanto à distribuição por ano de publicação, tema e objeto da pesquisa, etnia e região geográfica abrangida, participação ou não dos profissionais de psicologia no estudo; entre outros. Além disso, foi avaliado se os conceitos de saúde mental e indígena foram ou não problematizados, levando-se em consideração a alteridade e diversidade cultural destes povos. Conclui-se que as pesquisas são incipientes e carecem de reflexão epistemológica para fundamentar a complexidade desse diálogo intercultural que discute saberes advindos de referenciais originalmente tão distintos.

Keywords : saúde mental; índios; grupos étnicos.

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DEPRESSÃO E MASCULINIDADES: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA EM PERIÓDICOS BRASILEIROS

Naiara Windmöller, Valeska Zanello

Resumo

O presente trabalho teve como objetivo fazer um levantamento bibliográfico e uma revisão sistemática da literatura brasileira publicada acerca do tema “depressão masculina” entre os anos de 2003 e 2013, nas principais plataformas brasileiras LILACS e SciELO Brasil. Buscou-se não apenas mapear esses estudos, mas analisar se e como os estudos das masculinidades têm contribuído para esse campo. Para tanto, foram utilizados oito descritores de gênero e nove de saúde mental/depressão. Foram encontrados na plataforma LILACS 1.378 artigos e, na base SciELO, 386. Os trabalhos científicos que não trataram a depressão como foco principal foram descartados, assim como aqueles que estudavam a depressão como decorrente de doenças físicas. Apenas 17 artigos enquadraram-se nos critérios de inclusão. Dentre eles, 15 utilizaram a metodologia quantitativa, usando testes psicométricos, e 14 destes tiveram como objetivo fazer um levantamento epidemiológico comparativo com as mulheres. Entre os principais fatores associados à depressão, apontados para todas as faixas etárias analisadas (jovens, adultos e velhos), estão baixa escolaridade, classe social, desemprego e estado civil (não ter uma companheira). De forma predominante, o fenômeno da depressão não foi analisado, levando-se em consideração os estudos das masculinidades e de raça/etnia. Além disso, apenas duas pesquisas realizaram entrevistas com os homens, o que aponta a invisibilidade de pesquisas qualitativas e um incipiente número de pesquisas que os escutem. A contribuição do presente estudo é apontar justamente essa lacuna.
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DISPOSITIVO MATERNO E PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO: DESAFIOS PARA A PSICOLOGIA
Valeska Zanello
Capítulo no livro (disponível online) “Aborto e (não) desejo de maternidade(s): questões para a Psicologia”, publicado pelo Conselho Federal de Psicologia
Capítulo: https://drive.google.com/file/d/1WtrwE7gUJzuxVT3zJTLOG8pnXAOEIWBh/view?usp=sharing
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 MÃES OFENSORAS: LOUCAS? MÁS? DESCONSTRUINDO O MITO DA MATERNIDADE
Aline Xavier, Valeska Zanello

Capítulo no livro (disponível online) “Aborto e (não) desejo de maternidade(s): questões para a Psicologia”, publicado pelo Conselho Federal de Psicologia

Capítulo: https://drive.google.com/file/d/1qhqqI5hgWqbW7Dxdk1qVUhtCgu3sCUBM/view?usp=sharing

Livro completo:  http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2016/11/CFP_Livro_Aborto-2.pdf

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SAÚDE MENTAL, GÊNERO E DISPOSITIVOS

Valeska Zanello

Capítulo publicado no livro “Condições de vida e saúde mental em contextos rurais”:

livro-dimenstein

SAÚDE MENTAL, GÊNERO E VELHICE NA INSTITUIÇÃO GERIÁTRICA 

Saúde Mental, Gênero e Velhice na Instituição Geriátrica (link)

Valeska Zanello; Livia Campos; Guilherme Henderson

RESUMO

Este trabalho teve como escopo investigar como a velhice é vivenciada, de forma “gendrada”, por homens e mulheres em uma instituição geriátrica e sua relação com a saúde mental. Foram realizadas 18 entrevistas, baseadas em um questionário semi-estruturado (9 com homens, 9 com mulheres). A análise das falas mostrou como as relações de gênero alicerçam as vivências das idosas e dos idosos institucionalizados, implicando em importantes diferenças e especificidades de sofrimento psíquico. Os resultados sugerem a importância de se levar em consideração os valores de gênero na formulação de políticas públicas de saúde mental para essa população.

Palavras-Chave: saúde mental; velhice; relações de gênero; instituição

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INSTITUIÇÃO GERIÁTRICA COMO UMA INSTITUIÇÃO TOTALITÁRIA: GÊNERO E SAÚDE MENTAL (Valeska Zanello, Guilherme Henderson e Livia Campos)

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1679-44272017000100004

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SAÚDE MENTAL E GÊNERO: FACETAS GENDRADAS DO SOFRIMENTO PSÍQUICO 

Valeska Zanello. Gabriela Fiuza, Humberto Costa

http://www.uff.br/periodicoshumanas/index.php/Fractal/article/view/1483/1180

RESUMO

A partir das contribuições do estudo de Zanello e Bukowitz (2011) acerca da participação dos valores e ideais de gênero presentes no sofrimento psíquico de pacientes em crise, internados em um hospital psiquiátrico, o presente trabalho teve como escopo investigar o modo como se dava esta participação em usuári@s de um Centro de Atenção Psicossocial em Brasília. A partir da análise de conteúdo de 15 entrevistas semiestruturadas, os resultados apontam que a experiência do adoecimento psíquico é gendrada e coloca em xeque de maneiras distintas homens e mulheres em processo de tratamento em saúde mental: enquanto a fala delas é marcada sobretudo pelo sofrimento em não conseguir maternar e dar conta dos afazeres domésticos, além de um lugar de silenciamento; na deles destacou-se o sofrimento em não poder trabalhar e prover a família, além da importância e dificuldade em se manter em uma sexualidade masculina hegemônica de “comedor”.

Palavras-Chave: saúde mental; gênero; sofrimento psíquico; loucura; CAPS

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A SAÚDE MENTAL SOB O VIÉS DE GÊNERO: UMA RELEITURA GENDRADA DA EPIDEMIOLOGIA, DA SEMIOLOGIA E DA INTERPRETAÇÃO DIAGNÓSTICA

https://drive.google.com/file/d/1m912lI0BHDOkWNQTz18YmqvXVxLH4ojs/view?usp=sharing

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SAÚDE MENTAL, GÊNERO E VIOLÊNCIA ESTRUTURAL 

Mental Health, gender and structural violence
Valeska Zanello; René Marc Silva

http://revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_bioetica/article/view/745

Resumo

Transtornos de ansiedade e depressão são diagnósticos frequentes no mundo ocidental. Autores os definem como transtornos mentais comuns e pesquisas têm apontado alta correlação entre seu aparecimento e condições socioeconômicas tais como gênero, pobreza e baixa escolaridade, dentre outras. O presente artigo fez uma análise dos sintomas e diagnósticos encontrados em prontuários de pacientes homens e mulheres de dois grandes hospitais psiquiátricos do Distrito Federal. Foram analisados 72 prontuários masculinos e 165 femininos. A frequência dos sintomas foi contabilizada da mesma maneira que os diagnósticos. Observou-se que 27,5% dos diagnósticos masculinos e 59,6% dos femininos podem ser considerados transtornos mentais comuns. Além disso, o perfil biométrico levantado aponta para a prevalência de mulheres, negras, pobres e domésticas como usuárias
destes serviços. Discussão: questiona-se se tais diagnósticos apontam para um quadro médico ou se o que está ocorrendo é uma medicalização de mazelas sociais.

Palavras-chave: Saúde mental; Psiquiatria comunitária; Feminismo

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LOUCURA E CULTURA: UMA ESCUTA DAS RELAÇÕES DE GÊNERO NAS FALAS DE PACIENTES PSIQUIATRIZADOS 

Valeska Zanello; Bruna Bukowitz
http://www.labrys.net.br/labrys20/brasil/valeska.htm

Resumo

O presente trabalho teve como escopo assinalar como os valores e estereótipos de gênero, presentes em nossa cultura, aparecem evidentes na “quebra psíquica”, isto é, como os papéis estabelecidos culturalmente para o sujeito do sexo feminino ou masculino aparecem na experiência dos ditos “loucos” e “loucas”. A partir da análise quanti-qualitativa das falas de pacientes psiquiatrizados, os resultados apontam para a prevalência de queixas relacionais entre as mulheres e, por outro lado, para a valorização da virilidade entre os homens. Nas queixas relacionais das mulheres, o objeto de descontentamento é, na maior parte das vezes, a família e a vida amorosa. Já no discurso viril dos homens destacaram-se os temas da sexualidade ativa, do trabalho, do dinheiro e da fama.

Palavras chave: relações de gênero; loucura; quebra psíquica; cultura

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MAIS MÚSICA, MENOS HALDOL: UMA EXPERIÊNCIA ENTRE MÚSICA, PHRMAKON E LOUCURA 
Valeska Zanello & Gustavo Sousa
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1679-44272009000200009&script=sci_arttext

Resumo

O fenômeno da loucura mobiliza a sociedade desde os primórdios da civilização. Entretanto, a definição do que vem a ser este fenômeno, sua compreensão e a forma de tratamento modificam-se histórica e culturalmente. O modo como se compreende a loucura elege uma propedêutica e quem está habilitado para empregá-la. Em muitas instituições a loucura é hoje compreendida como “doença mental”, ocupando os medicamentos um lugar privilegiado, às vezes exclusivo, como forma de intervenção terapêutica. Enquanto isso, práticas alternativas de cuidado são vistas com descaso no auxílio ao restabelecimento do paciente. Este estudo visou pesquisar resultados do uso de oficinas de música e dança na ala de internação de um hospital psiquiátrico público.

Palavras-chave: Saúde mental, Gênero e saúde, Psicologia, Doença mental, Prevenção.

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MENTAL HEALTH, WOMEN AND CONJUGALITY 

Valeska Zanello

http://www.labrys.net.br/labrys26/psy/valeska.htm

Resumo

Neste capítulo de livro, discute-se o diagnóstico psiquiátrico como ato e produto que invisibiliza o violência sofrida e o adoecimento/dor psíquica das mulheres, sobretudo no que tange à vida conjugal e amorosa. É apresentado um caso clínico, no qual a usuária foi diagnosticada de “depressão” e cujo um dos sintomas apontados foi o “choro imotivado”. Na entrevista, apareceu uma história marcada por 7 anos de estupro e maus tratos no casamento. Além das violências sofridas, aponta-se a necessidade de se qualificar o processo de subjetivação das mulheres em torno do amor, o que as faz hiper investir na vida conjugal e a se validarem por ela.

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ENTREVSTAS DE EVOLUÇÃO PSIQUIÁTRICAS: ENTRE A “DOENÇA MENTAL” E A MEDICALIZAÇÃO 
Psychiatric progress interviews: between the “Mental Illness” and the medicalization
Valeska Zanello; Gabriela Macedo Pinheiro da Fonseca; Ana Carolina Romero
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1679-44272011000200008&script=sci_arttext

Resumo

Este trabalho objetivou investigar as concepções implícitas acerca da loucura e de sua cura nas perguntas realizadas por psiquiatras, nas consultas de evolução. O trabalho de campo realizou-se no setor de internação de um hospital psiquiátrico público. Ao todo, foram observadas 88 consultas, realizadas por 4 psiquiatras do hospital, 2 homens e 2 mulheres. Os dados apontam para a presença de uma noção reificada da loucura como doença mental, cujos traços concretos seriam os sintomas mentais listados nos principais compêndios psiquiátricos, DSM e CID, bem como para uma crença na cura como a supressão de tais sintomas. O medicamento apareceu como a principal solução e sua prescrição como a forma privilegiada de tratamento.

Palavras-chave: Doença mental; psiquiatras; entrevistas de evolução; pacientes psiquiátricos; loucura.

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O AMOR (E A MULHER): UMA CONVERSA (IM)POSSÍVEL ENTRE CLARICE LISPECTOR E SARTRE 

Love (and woman): an (im)possible conversation between Clarice Lispector and Sartre
Valeska Zanello

http://www.scielo.br/pdf/ref/v15n3/a02v15n3.pdf

Resumo

Com o presente trabalho visamos fazer uma análise do conto “O amor”, de Clarice Lispector, a partir das seguintes categorias apontadas por Sartre em O ser e o nada: olhar-ser olhado, instrumentalidade (funcionalidade) e amor. Partimos da experiência elaborada por Clarice em seu texto, na qual Ana, dona de casa atarefada e ‘empenhada’ em servir aos familiares (“pura funcionalidade”), se depara, numa de suas idas e vindas à cidade, com um cego mascando chicletes. Ora, um cego é um olho que não olha, é um olho sem função. É essa vivência que abre a Ana a dimensão do amor, num sentido muito específico (que aponta para as relações de gênero), e do qual a descrição fenomenológica de Sartre parece não dar conta.

Palavras-chave: amor; mulher; Clarice Lispector; Sartre.

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MULHERES E LOUCURA: QUESTÕES DE GÊNERO PARA A PSICOLOGIA CLÍNICA 

Valeska Zanello

https://drive.google.com/file/d/1TL5vLXvT34VoCrMQV6gXrJkFQ5R5eqiF/view?usp=sharing

Resumo

Neste capítulo, discute-se  o quanto a invisibilidade da perspectiva de gênero nas políticas  públicas em saúde mental levam a práticas perversas, adaptadoras de gênero. Utiliza-se, para tanto, da análise da epidemiologia das dependências que valorizam sobretudo a dependência química ilícita e o álcool, motivo pelo qual os homens sempre aparecem como os maiores dependentes químicos. Para eles, sobretudo, foi criado o dispositivo do CAPS AD. No entanto, as mulheres são as principais consumidoras de medicamentos do tipo ansiolítico e antidepressivo, consideradas drogas lícitas, prescritas inclusive pelos médicos dos serviços em saúde mental. Muitas dessas mulheres fazem “carreira” nestes medicamentos e sua dependência passa longe dos levantamentos epidemiológicos. Na análise realizada, aponta-se que as drogas consumidas pelos homens colocam em xeque seus papeis ideais de eficacia, sobretudo como trabalhador e provedor. Por isso, precisam de “tratar” a dependência. Por outro lado, as drogas prescritas para as mulheres visam “adapta-las” a papeis adoecedores (fazer com que suportem), tais como tripla jornada, trabalhos domésticos, violências de gênero, etc. Ou seja, a dependência não é vista como problema a ser tratado justamente porque as mantêm funcionado dentro dos papeis ideais prescritos para as mulheres em nossa cultura.

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XINGAMENTOS: ENTRE A OFENSA E A ERÓTICA 
Valeska Zanello
http://www.fazendogenero.ufsc.br/8/sts/ST33/Valeska_Zanello_33.pdf

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XINGAMENTOS: SINTOMA E REPRODUÇÃO DA SOCIEDADE PATRIARCAL 
Valeska Zanello; Tatiana Gomes
http://issuu.com/novadelphi/docs/quem_tem_medo_dos_feminismos_vol1

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“VAGABUNDO” OU “VAGABUNDA”: XINGAMENTOS E RELAÇÕES DE GÊNERO 

Valeska Zanello; Ana Carolina Romero
http://repositorio.unb.br/handle/10482/16320 (inglês)

http://www.labrys.net.br/labrys22/libre/valeskapt.htm (português)

Resumo

O presente texto visa refletir sobre o ato de xingar,  através do termo “vagabundo”, na cultura brasileira, quando aplicado aos homens (“vagabundo”) ou às mulheres (“vagabunda”). Aponta-se, seguindo a linha de pensamento aberta por Wittgenstein (1991), presente na filosofia da linguagem ordinária, o quanto o sentido do termo é seu uso, adquirindo nuances bem diferentes na sua correlação com o sexo do sujeito xingado. Quando atribuído a um homem, o termo adquire conotações de preguiça, não produtividade, passividade; traços desvalorizados na dita “essência” masculina. Por outro lado, quando atribuído a uma mulher, o termo adquire conotação sexual, apontando para uma atividade, que seria indesejável, socialmente, para ela. A partir dessas discussões, buscou-se sublinhar o quanto o falar não é jamais neutro (Irigaray, 1985; 1990) e exerce formas de controle e de reprodução do sistema, através de uma microfísica do poder.

Palavras-chave: xingamento; relações de gênero; linguagem

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XINGAMENTOS MASCULINOS: A FALÊNCIA DA VIRILIDADE E DA PRODUTIVIDADE 
Valeska Zanello, Tatiana Gomes
http://www.seer.ufu.br/index.php/neguem/article/view/7615

Resumo

O presente artigo teve como escopo fazer um levantamento dos xingamentos masculinos considerados mais ofensivos, por um grupo de homens e mulheres adultas, estudantes do ensino superior público e particular em Brasília. Buscou-se levantar, através desses xingamentos, quais seriam os valores relacionados à masculinidade em nossa cultura.

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XINGAMENTOS EM CONTOS ERÓTICOS: TRANSGRESSÃO OU REAFIRMAÇÃO DO MESMO? 

Valeska Zanello, Bruna Bukowitz
http://www.labrys.net.br/labrys17/feminisme/valeska.htm

Resumo

O xingamento é um ato de fala que possui, na esfera pública, o objetivo de ofender a pessoa do ouvinte. Em estudo recente, realizado com adultos (Zanello & Gomes, 2008), em Brasília, encontrou-se, entre estas palavras, uma prevalência daquelas que possuíam caráter sexual ativo para as mulheres e de caráter sexual passivo para os homens. Estas palavras apontam para espaços sociais interditados e não desejáveis para o sujeito, em uma determinada forma de regramento libidinal, subsistente na prescrição dos comportamentos sociais. É na intimidade, na vida privada, que esta prescrição é transgredida, seja na realidade, seja através do imaginário erótico (Stoller, 1988). A presente pesquisa teve como objetivo fazer um levantamento da presença de xingamentos, bem como de sua freqüência, em contos eróticos disponibilizados em 4 grandes sites pornográficos da web. Os dados sugerem não haver uma transgressão, mas antes uma repetição de valores patriarcais que marcam a organização libidinal em nossa cultura.

Palavras chave:xingamento, ato de fala, valores patriarcais

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XINGAMENTOS ENTRE ADOLESCENTES EM BRASÍLIA: LINGUAGEM, GÊNERO E PODER 

Valeska Zanello, Bruna Bukowitz, Elisa Coelho


http://repositorio.ipsantarem.pt/bitstream/10400.15/507/1/Q9_Valeska,%20Bruna%20%26%20Elisa.pdf

Resumo

O xingamento é uma poderosa arma de controle social, pois aponta, no ato de seu uso, determinados lugares sociais que não devem ser ocupados pelos sujeitos. Porém, aquilo que é julgado como indesejável varia de acordo com a cultura, com o momento histórico, com a faixa etária e depende de importantes papéis de gênero. O presente artigo teve como escopo estudar quais xingamentos seriam considerados como mais ofensivos, atribuíveis aos homens e às mulheres, por mulheres e homens adolescentes em Brasília. O objetivo foi analisar os valores de gênero nestas respostas e o controle social que os mesmos exercem no ato de xingar entre os adolescentes.

Palavras-chave: xingamentos; relações de gênero; adolescência; violência verbal; bullying.

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DOS INSULTOS ENTRE ADOLESCENTES AO TRABALHO DAS RELAÇÕES DE GÊNERO NA ESCOLA

Valeska Zanello & Wanderson Flor

https://drive.google.com/file/d/1VnLRGeypkCRsYkSeCda0fOp82oMsaRJ7/view?usp=sharing

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XINGAMENTOS E VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA: ANÁLISE PSICODINÂMICA  DOS PAPÉIS SOCIAIS DE GÊNERO EM RELAÇÕES VIOLENTAS

Mariana Pedrosa & Valeska Zanello

https://drive.google.com/file/d/1XAD_qVZatLQdIxb2ke2r_blqPVXqYXVN/view?usp=sharing

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XINGAMENTOS ENTRE HOMOSSEXUAIS: TRANSGRESSÃO DA HETERONORMATIVIDADE OU REPLICAÇÃO DOS VALORES DE GÊNERO?

Felipe de Baére, Valeska Zanello, Ana Carolina Romero

http://revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_bioetica/article/view/1106

Resumo

Os xingamentos são poderosas armas de controle social. Neles, os valores de gênero são não apenas representados, mas também perpetuados. A partir dos resultados de pesquisas anteriores, que demonstraram a existência de valores binários e sexistas nos xingamentos, o presente estudo teve como escopo fazer um levantamento e comparação de xingamentos considerados piores pelos grupos autodeclarados homossexuais, para verificar se os mesmos valores de gênero se fazem presentes ou são diferentes. Foram aplicados 303 questionários, divididos em 150 homens (75 homossexuais e 75 heterossexuais) e 153 mulheres (74 homossexuais e 79 heterossexuais). As respostas passaram por análise semântica e pragmática e, posteriormente, foram classificados em categorias analíticas. Após essa etapa, realizou-se comparação quantitativa e qualitativa entre os grupos. Notou-se que os piores xingamentos eleitos pelos grupos homossexuais foram semelhantes aos dos heterossexuais, o que sugere
a validade da hipótese da replicação de valores heteronormativos na escolha das ofensas.

Palavras-chave: Sexismo. Discriminação social. Homossexualidade.

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Dossiê PSICOLOGIA E FEMINISMOS (Organizadora: Valeska Zanello)
http://www.labrys.net.br/labrys26/sumarios/psy.htm

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ALGUMAS CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA DOS ATOS DE FALA PARA A PESQUISA E A AVALIAÇÃO DAS (PSICO)TERAPIAS
Valeska Zanello; Francisco Martins

http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/16409/3/LIVRO_PsicologiaClinicaCulturaContemporanea.pdf

Resumo

Neste capítulo, discute-se como a teoria dos atos de fala pode ser um instrumento profícuo para o estudo e a análise das psicoterapias, bem como para a compreensão e comparação da ocorrência dos fatores específicos e inespecíficos nelas.

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GRUPOS ANÔNIMOS DE APOIO: UMA LEITURA DOS FATORES TERAPÊUTICOS A PARTIR DA TEORIA DOS ATOS DE FALA 

Valeska Zanello; Graciela Hosel; Luana Soares, Aline Alfonso; Mayara Santos

http://www.ip.unb.br/images/M_images/psic_c_c_Contemporanea_2.pdf

Resumo

Neste capítulo de livro, discute-se os fatores específicos e inespecíficos presentes nas etnoterapias em geral e nas psicoterapias em específico. Foram gravados 16 encontros, 4 do MADA (Mulheres que amam demais anônimas), 4 do NA (Narcóticos Anônimos), 4 do AA (Alcoolistas anônimos) e 4 do CCA (Comedores Compulsivos Anônimos). As reuniões duraram uma média de 80 a 120 minutos. Foram transcritas todos os encontros e analisados todos os atos de fala cometidos pelo mediador e pelos participantes. No total, foram registrados 12.250 atos de fala. Destes, 3.624 foram proferidos pelos mediadores (29,57%) e 8.626 pelos participantes (70,43%). Dentre os atos de fala realizados pelos mediadores, encontramos a seguinte distribuição média (em relação ao total de atos de fala proferidos apenas pelos mediadores): prevalência de atos de fala assertivos (82%), atos de fala diretivos (10,8%), atos de fala expressivos (3,3%), atos de fala declarativos (2,7%), atos de fala compromissivos (1,2%). Dentre os atos de fala realizados pelos participantes, encontramos a seguinte distribuição média (proferidos apenas pelos participantes): prevalência de atos de fala assertivos (93%), atos de fala diretivos (3%), atos de fala expressivos (2,7%), atos de fala compromissivos (1,3%). Não houve proferimento de atos de fala declarativos. A análise dos atos de fala, bem como sua distribuição média, apontaram para a presença de fatores terapêuticos inespecíficos, presentes também tanto nas psicoterapias individuais, quanto nas grupais.

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METÁFORA E TRANSFERÊNCIA 
Valeska Zanello
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-79722007000100017&script=sci_arttext

Resumo

O presente artigo tem como fito apontar em que sentido a transferência, no processo analítico, pode ser compreendida como metáfora. Utilizando o esquema gráfico construído por Searle (1995) para explicitar o processo que ocorre nas metáforas mortas, construímos uma analogia para compreender a transferência como uma metáfora morta (ainda que viva, no sentido de Lakoff e Johnson), que pode ser trazida para o plano da fala no campo analítico, ali onde o analista deve manter-se na ressonância de sua neutralidade e o analisando entre a repetição e seu trabalho de perlaboração. Ao final, é apresentado um excerto de um caso clínico para ilustrar o tema abordado.

Palavras-chave: Metáfora; transferência; Psicanálise

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O REENCONTRO DA CLÍNICA COM A METÁFORA 
Valeska Zanello; Francisco Martins
http://www.scielo.br/pdf/pe/v15n1/a20v15n1.pdf

Resumo

Desde a Idade Antiga houve uma consolidação de características que se tornaram prementes no pensamento ocidental, entre as quais temos a busca da “clareza” das proposições e a verdade compreendida como correspondência (adequação). A metáfora, promotora de equívocos, deveria ser expulsa do pensamento sério e rigoroso, a saber, da filosofia e, posteriormente, das ciências em geral. A medicina, como ciência, comungou com estes pressupostos, que nela se fizeram presentes por meio da semiologia indicial. Não obstante, a metáfora retornou por meio do sofrimento dos pacientes, inscrita nos corpos: o sintoma histérico. Como calcanhar de Aquiles para a medicina, este sintoma provocou uma reviravolta no próprio procedimento clínico e em sua produção de saber, abrindo espaço para a qualificação do acontecimento de metáforas e, sobretudo, para a escuta do pathos humano. Neste artigo propomos um estudo teórico deste reencontro, apontando que nele houve a abertura da clínica para uma escuta diferenciada, trazida pela psicanálise.

Palavras-chave: Metáfora; psicologia clínica; semiologia.

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METÁFORAS EM PSICOTERAPIA: EXPRESSÃO DO CONFLITO ENTRE MÃE E FILHO NA PSICOSE 
Beatriz Lopes Cançado Costa, Katia Tarouquella Rodrigues Brasil, Valeska Zanello


http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-14982015000100131&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Resumo

O presente artigo aborda as metáforas presentes na fala de uma paciente, mãe de um adolescente psicótico, atendida no contexto de uma psicoterapia de base psicanalítica. Um dos conflitos da paciente era sua dificuldade de diferenciação com o filho. Pôde-se identificar como as metáforas foram se transformando ao longo do processo psicoterápico e como a relação entre mãe e filho recebeu os impactos dessa transformação. Essa situação contribuiu para uma nova disposição da economia psíquica da paciente, e até mesmo para um rompimento na dinâmica familiar rigidamente estabelecida.

Palavras-Chave: Metáfora; psicose; psicoterapia

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FILOSOFIA DA LINGUAGEM E PSICANÁLISE: UMA CONTRIBUIÇÃO A PARTIR DOS ATOS PERLOCUCIONÁRIOS

Valeska Zanello

http://sdrv.ms/12X60vA

Resumo

Freud aponta a “magia” das palavras como âmago do processo de análise, seja na associação livre do paciente, seja nos efeitos da interpretação do analista. O presente artigo tem como fito utilizar o conceito de ato perlocucionário (Austin, 1991), proveniente da filosofia da linguagem ordinária, para compreender os usos e efeitos da palavra sobre o paciente, no processo analítico. Segundo Austin (1991), o ato perlocucionário é o efeito causado no ouvinte por se dizer alguma coisa. Defendeu-se a idéia de que a qualificação do modo de dizer, isto é, a entonação (prosódia) do conteúdo proferido pelo falante (no caso, a interpretação do analista) é fundamental para a compreensão desses efeitos.

Palavras-chave: processo analítico; atos perlocucionários; prosódia

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Contribuições da Psicanálise para o conhecimento psicopedagógico

Valeska Zanello

https://drive.google.com/file/d/1141mZQktnmp3672QkLuuj1zcogYkk2e7/view?usp=sharing

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A METAFÍSICA E SUAS MARGENS: A DIFERENÇA ENTRE HEIDEGGER E DERRIDA
Valeska Zanello
http://ojs.uern.br/index.php/trilhasfilosoficas/article/view/32

Resumo

Heidegger, em Ser e Tempo, anuncia sua intenção de destruição da metafísica, a partir da leitura inovadora que faz da história do pensamento ocidental. Tomando como base a diferença ontológica, Heidegger aponta na história da filosofia para o equívoco cada vez mais premente entre ser e ente, com um esquecimento do Ser, no qual este foi tomado como simples presença. Um problema que se apresenta então a Heidegger é a utilização da linguagem (com suas categorias metafísicas), para falar do ser de um modo não metafísico. Para Derrida, a diferença ontológica é, ainda, fruto de um pensamento metafísico: para ele, Heidegger permanece dentro do binarismo tradicional “ser-ente”, além de manter a hierarquia na qual a questão do Ser seria a mais fundamental. Partindo assim da suposta influência de Heidegger, desenvolve a noção de différance, segundo ele mais originária e arqui-estrutural que a diferença ontológica. Neste sentido, mais “velha” que o próprio ser, a différance não teria nome na língua, ela seria inominável (Derrida, 1999). No entanto, o que tenta Derrida senão falar deste inominável, ainda que tangencialmente? O muro é, aqui também, a própria linguagem. Uma questão então se coloca: É possível fazer filosofia sem ser metafísico? O escopo desse artigo é debater os limites da crítica realizada à metafísica, apontando que ela seja possível, talvez, apenas na justa diferença dos pensamentos.

Palavras-chave: Metafísica, linguagem, diferença.

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FILOSOFIA, PSICANÁLISE E DUCAÇÃO: O MESTRE POSSÍVEL DE ADOLESCENTES 
Valeska Zanello

http://rbep.inep.gov.br/index.php/RBEP/article/view/14

Resumo

O presente artigo tem como escopo pensar uma articulação entre o lugar apontado pela psicanálise como o do “mestre possível” de adolescentes e o papel do professor na comunidade de investigação, no projeto Filosofia na Escola. Segundo uma leitura psicanalítica contemporânea, este lugar é marcado por um discurso do mestre permeado pelo do analista, isto é, por uma disposição de um mestre “não-todo poderoso”, sujeito a aberturas, incertezas e dúvidas, trespassado pelo não saber. Defendemos a idéia de que a metodologia trabalhada no projeto Filosofia na Escola, através da comunidade de investigação, pode ser um meio propício para possibilitar o desabrochar desta disposição.

Palavras-chave: educação; ensino de adolescentes; filosofia; psicanálise.

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O INOMINÁVEL NA EXPERIÊNCIA DE LINGUAGEM DE MARGUERITE DURAS 
Valeska Zanello; Francisco Martins
http://periodicos.letras.ufmg.br/index.php/relin/article/view/2349

Resumo

Heidegger, em seu trabalho mais radical, a saber, em “A caminho da fala”, apontou o papel do inominável no fazer poético enquanto possibilidade de experienciar a fala. Neste sentido, seria no instante da falta de palavras que ficaria mais evidente a dimensão da palavra enquanto instauradora do ser e do mundo. Este artigo visa discutir como a experiência do inominável, presente enquanto dor existencial na obra de Marguerite Duras, abre a possibilidade de constituir-se como um terreno fértil para o acontecimento daquela experiência

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ORDÁLIO E DELÍRIO: DE TERCEIRO ESCOLHIDO A EXCLUÍDO 
Elisa Coelho; Valeska Zanello


http://www.redalyc.org/pdf/420/42021456004.pdf

Resumo

Freud trouxe importantes contribuições para a compreensão das psicoses ao mostrar, especificamente no delírio, o funcionamento de um narcisismo inflacionado, cuja função seria resguardar minimamente o sujeito. O delírio seria uma tentativa do eu de se preservar diante de uma realidade inassimilável. O ordálio, vivência de uma situação que coloca à prova a estrutura do sujeito, parece exercer aí um papel fundamental, enquanto fator desencadeador de sua quebra e da produção delirante. Este trabalho teve como objetivo fazer uma análise psicodinâmica de um caso de psicose esquizofrênica, por meio das contribuições psicanalíticas.

Palavras-chave: Psicose; esquizofrenia; ordálio; narcisismo; delírio.

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A LOUCURA ENTRE GRADES E PERDAS DE IDENTIDADE 
Sabrina Gebrim; Valeska Zanello
http://php.iesb.br/ojs/index.php/psicologiaiesb/article/view/24

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CEAG: A consolidação de uma nova proposta

Artigo que narra a consolidação do Projeto Filosofia na Escola, parceria entre a Universidade de Brasília e a (antiga) Fundação Educacional do DF, em um escola pública de uma região de vulnerabilidade social. Da aplicação dos manuais, elaborados nos EUA por Mathew Lipman, ao desenvolvimento de uma metodologia própria, adequada à nossa realidade e aos interesses de nossos alunos, o texto relata os desafios enfrentados e as etapas pelas quais o projeto passou em sua execução.

https://drive.google.com/open?id=12291aktYolyvFo5lL2P3bg7VePMcGRhS

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