Publicações (artigos e capítulos de livro POR TEMAS)

SAÚDE MENTAL E GÊNERO

 

SAÚDE MENTAL, GÊNERO E VIOLÊNCIA ESTRUTURAL 

Valeska Zanello; René Marc Silva

http://revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_bioetica/article/view/745

Resumo

Transtornos de ansiedade e depressão são diagnósticos frequentes no mundo ocidental. Autores os definem como transtornos mentais comuns e pesquisas têm apontado alta correlação entre seu aparecimento e condições socioeconômicas tais como gênero, pobreza e baixa escolaridade, dentre outras. O presente artigo fez uma análise dos sintomas e diagnósticos encontrados em prontuários de pacientes homens e mulheres de dois grandes hospitais psiquiátricos do Distrito Federal. Foram analisados 72 prontuários masculinos e 165 femininos. A frequência dos sintomas foi contabilizada da mesma maneira que os diagnósticos. Observou-se que 27,5% dos diagnósticos masculinos e 59,6% dos femininos podem ser considerados transtornos mentais comuns. Além disso, o perfil biométrico levantado aponta para a prevalência de mulheres, negras, pobres e domésticas como usuárias
destes serviços. Discussão: questiona-se se tais diagnósticos apontam para um quadro médico ou se o que está ocorrendo é uma medicalização de mazelas sociais.

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LOUCURA E CULTURA: UMA ESCUTA DAS RELAÇÕES DE GÊNERO NAS FALAS DE PACIENTES PSIQUIATRIZADOS 

Valeska Zanello; Bruna Bukowitz
https://www.labrys.net.br/labrys20/brasil/valeska.htm

Resumo

O presente trabalho teve como escopo assinalar como os valores e estereótipos de gênero, presentes em nossa cultura, aparecem evidentes na “quebra psíquica”, isto é, como os papéis estabelecidos culturalmente para o sujeito do sexo feminino ou masculino aparecem na experiência dos ditos “loucos” e “loucas”. A partir da análise quanti-qualitativa das falas de pacientes psiquiatrizados, os resultados apontam para a prevalência de queixas relacionais entre as mulheres e, por outro lado, para a valorização da virilidade entre os homens. Nas queixas relacionais das mulheres, o objeto de descontentamento é, na maior parte das vezes, a família e a vida amorosa. Já no discurso viril dos homens destacaram-se os temas da sexualidade ativa, do trabalho, do dinheiro e da fama.

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Capítulo “Saúde mental, gênero e interseccionalidades”, no livro  “Luta antimanicomial e feminismos interseccionais”

Valeska Zanello

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MAIS MÚSICA, MENOS HALDOL: UMA EXPERIÊNCIA ENTRE MÚSICA, PHRMAKON E LOUCURA 


Valeska Zanello & Gustavo Sousa
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1679-44272009000200009&script=sci_arttext

Resumo

O fenômeno da loucura mobiliza a sociedade desde os primórdios da civilização. Entretanto, a definição do que vem a ser este fenômeno, sua compreensão e a forma de tratamento modificam-se histórica e culturalmente. O modo como se compreende a loucura elege uma propedêutica e quem está habilitado para empregá-la. Em muitas instituições a loucura é hoje compreendida como “doença mental”, ocupando os medicamentos um lugar privilegiado, às vezes exclusivo, como forma de intervenção terapêutica. Enquanto isso, práticas alternativas de cuidado são vistas com descaso no auxílio ao restabelecimento do paciente. Este estudo visou pesquisar resultados do uso de oficinas de música e dança na ala de internação de um hospital psiquiátrico público.

Palavras-chave: Saúde mental, Gênero e saúde, Psicologia, Doença mental, Prevenção.

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SAÚDE MENTAL, GÊNERO E DISPOSITIVOS

Valeska Zanello

Capítulo publicado no livro “Condições de vida e saúde mental em contextos rurais”:

livro-dimenstein

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SAÚDE MENTAL E GÊNERO: FACETAS GENDRADAS DO SOFRIMENTO PSÍQUICO 

Valeska Zanello. Gabriela Fiuza, Humberto Costa

http://www.uff.br/periodicoshumanas/index.php/Fractal/article/view/1483/1180

RESUMO

A partir das contribuições do estudo de Zanello e Bukowitz (2011) acerca da participação dos valores e ideais de gênero presentes no sofrimento psíquico de pacientes em crise, internados em um hospital psiquiátrico, o presente trabalho teve como escopo investigar o modo como se dava esta participação em usuári@s de um Centro de Atenção Psicossocial em Brasília. A partir da análise de conteúdo de 15 entrevistas semiestruturadas, os resultados apontam que a experiência do adoecimento psíquico é gendrada e coloca em xeque de maneiras distintas homens e mulheres em processo de tratamento em saúde mental: enquanto a fala delas é marcada sobretudo pelo sofrimento em não conseguir maternar e dar conta dos afazeres domésticos, além de um lugar de silenciamento; na deles destacou-se o sofrimento em não poder trabalhar e prover a família, além da importância e dificuldade em se manter em uma sexualidade masculina hegemônica de “comedor”.

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A SAÚDE MENTAL SOB O VIÉS DE GÊNERO: UMA RELEITURA GENDRADA DA EPIDEMIOLOGIA, DA SEMIOLOGIA E DA INTERPRETAÇÃO DIAGNÓSTICA

https://drive.google.com/file/d/1m912lI0BHDOkWNQTz18YmqvXVxLH4ojs/view?usp=sharing

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Capítulo Saúde mental e gênero (Valeska Zanello). No livro “Mundo de Mulheres no Brasil” (resultado do Fazendo Gênero)

https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/193579

mundo de mulheres


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Saúde mental e gênero: O perfil sociodemográfico de pacientes
em um centro de atenção psicossocial

Ioneide Campos; Waltyer Ramalho; Valeska Zanello

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2017000100008

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O gênero no comportamento suicida: Uma leitura epidemiológica dos dados do Distrito Federal (Felipe Baére e Valeska Zanello)

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2018000200008

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Dossiê PSICOLOGIA E FEMINISMOS (Organizadora: Valeska Zanello)
http://www.labrys.net.br/labrys26/sumarios/psy.htm

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Saúde mental e gênero: articulações necessárias (Livro: Bahia,AM; Pereira, FM; Ramos, MM; Nicoli, PA. Gênero, sexualidade & Direito- Dissidências e resistências. BH: Initia Via, 2019)

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XINGAMENTOS ENTRE HOMOSSEXUAIS: TRANSGRESSÃO DA HETERONORMATIVIDADE OU REPLICAÇÃO DOS VALORES DE GÊNERO?

Felipe de Baére, Valeska Zanello, Ana Carolina Romero

http://revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_bioetica/article/view/1106

Resumo

Os xingamentos são poderosas armas de controle social. Neles, os valores de gênero são não apenas representados, mas também perpetuados. A partir dos resultados de pesquisas anteriores, que demonstraram a existência de valores binários e sexistas nos xingamentos, o presente estudo teve como escopo fazer um levantamento e comparação de xingamentos considerados piores pelos grupos autodeclarados homossexuais, para verificar se os mesmos valores de gênero se fazem presentes ou são diferentes. Foram aplicados 303 questionários, divididos em 150 homens (75 homossexuais e 75 heterossexuais) e 153 mulheres (74 homossexuais e 79 heterossexuais). As respostas passaram por análise semântica e pragmática e, posteriormente, foram classificados em categorias analíticas. Após essa etapa, realizou-se comparação quantitativa e qualitativa entre os grupos. Notou-se que os piores xingamentos eleitos pelos grupos homossexuais foram semelhantes aos dos heterossexuais, o que sugere
a validade da hipótese da replicação de valores heteronormativos na escolha das ofensas.

TECNOLOGIAS DE GÊNERO

Dispositivo amoroso e tecnologias de gênero: uma investigação sobre a música sertaneja brasileira e seus possíveis impactos na pedagogia afetiva do amar em mulheres (Mariah Gama e Valeska Zanello)

(No livro “Gênero, subjetivação e perspectivas feministas”, organizado por Edlene Silva. Susane Oliveira e Valeska Zanello)

https://drive.google.com/file/d/1HLcW6NrgrgnmLCdpDteAT-B_z7rldZBO/view?fbclid=IwAR2dI-NpsUfwO2OuizBPDIP8chPR3ZfP8mG5Z9WQp_dbFD2ViYw99–pGJk

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TECNOLOGIAS DE GÊNERO E DISPOSITIVO AMOROSO NOS FILMES DE ANIMAÇÃO DA DISNEY 

Clara Monteiro; Valeska Zanello

Resumo:

Recursos midiáticos representam uma tecnologia de gênero poderosa na sociedade ocidental atual, expondo constantemente representações sociais diferenciadas para homens e mulheres. Tendo em vista que os desenhos de animação veiculados para crianças estabelecem um dos primeiros contatos com estes recursos, o presente estudo pretendeu identificar os estereótipos e valores de gênero que atravessam quatro filmes de animação de Walt Disney: “Cinderela”, “A Bela e a Fera”, “A Pequena Sereia” e “Mulan”. Foram analisadas tanto as cenas como as músicas presentes nestes desenhos. A análise aponta para a representação, reafirmação e (re)construção do dispositivo amoroso como caminho privilegiado de subjetivação das mulheres.

https://repositorio.unb.br/handle/10482/19538

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Capítulo “Bonecas como tecnologia do gênero na representação de identidades”

Jonas Carvalho; Júlia Bucher-Maluschke; Valeska Zanello

https://drive.google.com/file/d/1vkPokGRbq_bNE0-2zQCx_QzOxm8BEHYx/view?usp=sharing

MULHERES E MENINAS

Suicidal behavior in women of diverse sexualitiessilenced violence. Psicol. clin. [online]. 2020, vol.32, n.2, pp. 335-353. ISSN 0103-5665.

BAERE, Felipe de  e  ZANELLO, Valeska. 

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0103-56652020000200008&lng=pt&nrm=iso&tlng=en

The suicidal behavior of women has been pointed out as an effect of the diffuse violence suffered by women in the public and private spheres. However, in order not to universalize their psychological suffering, it is necessary to consider other social demarcations that impact their mental health, such as sexuality. The purpose of this study was to analyze the life histories and personal experiences of women of different sexual orientations who manifested suicidal behavior, in order to ascertain the relation of self-extermination with gender dispositifs and sexuality. For this, nine cisgender women, three self-declared lesbians, three self-declared bisexuals, and three self-declared heterosexuals were interviewed. After analyzing the interviews, five categories were found: “Sickening Masculinity”, “Aesthetic Ideal” and “Romantic Relationships” were observed in the three sexual orientation groups; “Heterodissidence as Debauchery” was identified in lesbian and bisexual women groups; and the “Caring” category only came up among heterosexual women. In the end, such categories point to similarities and distinctions in the narratives of each sexual orientation group and the impact of gender-based violence, arising out of social misogyny.

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O AMOR (E A MULHER): UMA CONVERSA (IM)POSSÍVEL ENTRE CLARICE LISPECTOR E SARTRE 

Love (and woman): an (im)possible conversation between Clarice Lispector and Sartre
Valeska Zanello

https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/S0104-026X2007000300002

Resumo

Com o presente trabalho visamos fazer uma análise do conto “O amor”, de Clarice Lispector, a partir das seguintes categorias apontadas por Sartre em O ser e o nada: olhar-ser olhado, instrumentalidade (funcionalidade) e amor. Partimos da experiência elaborada por Clarice em seu texto, na qual Ana, dona de casa atarefada e ‘empenhada’ em servir aos familiares (“pura funcionalidade”), se depara, numa de suas idas e vindas à cidade, com um cego mascando chicletes. Ora, um cego é um olho que não olha, é um olho sem função. É essa vivência que abre a Ana a dimensão do amor, num sentido muito específico (que aponta para as relações de gênero), e do qual a descrição fenomenológica de Sartre parece não dar conta.

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MULHERES E LOUCURA: QUESTÕES DE GÊNERO PARA A PSICOLOGIA CLÍNICA 

Valeska Zanello

https://drive.google.com/file/d/1TL5vLXvT34VoCrMQV6gXrJkFQ5R5eqiF/view?usp=sharing

Resumo

Neste capítulo, discute-se  o quanto a invisibilidade da perspectiva de gênero nas políticas  públicas em saúde mental levam a práticas perversas, adaptadoras de gênero. Utiliza-se, para tanto, da análise da epidemiologia das dependências que valorizam sobretudo a dependência química ilícita e o álcool, motivo pelo qual os homens sempre aparecem como os maiores dependentes químicos. Para eles, sobretudo, foi criado o dispositivo do CAPS AD. No entanto, as mulheres são as principais consumidoras de medicamentos do tipo ansiolítico e antidepressivo, consideradas drogas lícitas, prescritas inclusive pelos médicos dos serviços em saúde mental. Muitas dessas mulheres fazem “carreira” nestes medicamentos e sua dependência passa longe dos levantamentos epidemiológicos. Na análise realizada, aponta-se que as drogas consumidas pelos homens colocam em xeque seus papeis ideais de eficacia, sobretudo como trabalhador e provedor. Por isso, precisam de “tratar” a dependência. Por outro lado, as drogas prescritas para as mulheres visam “adapta-las” a papeis adoecedores (fazer com que suportem), tais como tripla jornada, trabalhos domésticos, violências de gênero, etc. Ou seja, a dependência não é vista como problema a ser tratado justamente porque as mantêm funcionado dentro dos papeis ideais prescritos para as mulheres em nossa cultura.

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XINGAMENTOS EM CONTOS ERÓTICOS: TRANSGRESSÃO OU REAFIRMAÇÃO DO MESMO? 

Valeska Zanello, Bruna Bukowitz
http://www.labrys.net.br/labrys17/feminisme/valeska.htm

Resumo

O xingamento é um ato de fala que possui, na esfera pública, o objetivo de ofender a pessoa do ouvinte. Em estudo recente, realizado com adultos (Zanello & Gomes, 2008), em Brasília, encontrou-se, entre estas palavras, uma prevalência daquelas que possuíam caráter sexual ativo para as mulheres e de caráter sexual passivo para os homens. Estas palavras apontam para espaços sociais interditados e não desejáveis para o sujeito, em uma determinada forma de regramento libidinal, subsistente na prescrição dos comportamentos sociais. É na intimidade, na vida privada, que esta prescrição é transgredida, seja na realidade, seja através do imaginário erótico (Stoller, 1988). A presente pesquisa teve como objetivo fazer um levantamento da presença de xingamentos, bem como de sua freqüência, em contos eróticos disponibilizados em 4 grandes sites pornográficos da web. Os dados sugerem não haver uma transgressão, mas antes uma repetição de valores patriarcais que marcam a organização libidinal em nossa cultura.

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CASAMENTO INFANTIL NO BRASIL, “ESCOLHA DAS MENINAS”? ENTRE A NATURALIZAÇÃO SOCIAL E A INVISIBILIDADE NAS PRODUÇÕES CIENTÍFICAS (Marília Veiga e Valeska Zanello. Livro: Lemos et al. Clínica política, arte e cultura. Coleção Transversalidade e criaqção- Ética, estética e política. Vol.8. Brasília, CRV, 2010.)

https://drive.google.com/file/d/1SzJKm-YCSj51MN4tnOVaLR_MYql7ESmA/view?usp=sharing

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VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E SAÚDE MENTAL

XINGAMENTOS E VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA: ANÁLISE PSICODINÂMICA  DOS PAPÉIS SOCIAIS DE GÊNERO EM RELAÇÕES VIOLENTAS

Mariana Pedrosa & Valeska Zanello

https://drive.google.com/file/d/1XAD_qVZatLQdIxb2ke2r_blqPVXqYXVN/view?usp=sharing

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Violência de gênero contra as mulheres e saúde mental: psiquiatrização, silenciamento e invisibilidades

Valeska Zanello

https://drive.google.com/file/d/1QywxEYNhLcvMf0vTX6uqivcmn6FnIWew/view?usp=sharing

livro thiago e wania

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Relação entre a violência e a saúde mental das mulheres no Brasil: análise das políticas públicas (Mariana Pedrosa e Valeska Zanello)

https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revispsi/article/view/38128

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Saúde mental, Gênero e Conjugalidade

(capítulo do livro Stevens, C., Oliverira, S. & Zanello. Estudos feministas e de gênero? ArticulAÇÕES e Perspectivas. Florianópolis: Ed. Mulheres.)

Valeska Zanello

https://drive.google.com/file/d/18MDIKLKUfGoA8IQ1E53csQbaTvUI5mVa/view?usp=sharing (baixar o livro completo)

Resumo

Neste artigo, discute-se o diagnóstico psiquiátrico como ato e produto que invisibiliza o violência sofrida e o adoecimento/dor psíquica das mulheres, sobretudo no que tange à vida conjugal e amorosa. É apresentado um caso clínico, no qual a usuária foi diagnosticada de “depressão” e cujo um dos sintomas apontados foi o “choro imotivado”. Na entrevista, apareceu uma história marcada por 7 anos de estupro e maus tratos no casamento. Além das violências sofridas, aponta-se a necessidade de se qualificar o processo de subjetivação das mulheres em torno do amor, o que as faz hiper investir na vida conjugal e a se validarem por ela.

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(IN)VISIBILIDADE DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES NA SAÚDE MENTAL

Mariana Pedrosa; Valeska Zanello

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-37722016000500213&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

RESUMO

O objetivo deste estudo foi realizar um levantamento acerca da percepção, crenças e conhecimentos sobre violência contra as mulheres e políticas públicas em profissionais de saúde mental. Foram realizadas 12 entrevistas e, a partir da análise de seus conteúdos, foram criadas cinco categorias: “percepção das demandas apresentadas por homens e mulheres”, “experiência no atendimento a mulheres que sofreram violência”, “relação entre violência e saúde mental”, “conhecimento sobre a Lei Maria da Penha e políticas públicas para as mulheres” e “(des)conhecimento da notificação compulsória da violência contra as mulheres”. Os profissionais apresentaram dificuldade para lidar com o tema, principalmente relacionada à notificação da violência e ao encaminhamento do caso. A atuação é baseada na intuição e não em conhecimentos teórico práticos.

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SAÚDE MENTAL E GÊNERO: O SOFRIMENTO PSÍQUICO E A INVISIBILIDADE DAS VIOLÊNCIAS

Ioneide Campos; Valeska Zanello

file:///C:/Users/Usuario/Downloads/11505-33314-1-PB%20(4).pdf

Resumo: As classificações diagnósticas são utilizadas como modelo clínico nas intervenções psiquiátricas no Ocidente. Neste estudo objetivou-se realizar uma leitura sobre os diagnósticos e sintomas, a partir de uma perspectiva de gênero e saúde mental. Estudo transversal, de abordagem quantiqualitativa, com produção de dados por análise de prontuários dos usuários (as). Os resultados demonstram prevalência de diagnósticos relacionados aos transtornos do humor em mulheres e, nos homens, de esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e delirantes. Esses dados, associados ao levantamento do perfil sociodemográfico e a análise dos dados dos prontuários, apontam para a medicalização e psiquiatrização da vida, sobretudo no caso das mulheres, cuja presença em episódios de violência chegou a 32,54%.

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SOFRIMENTO PSÍQUICO, GÊNERO E VIOLÊNCIA: NARRATIVAS DE MULHERES ATENDIDAS EM UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS II) 

Ioneide Campos; Valeska Zanello

(Capítulo no livro “Mulheres e Violências: Interseccionalidades”)

https://drive.google.com/file/d/15QW-54AJcVMYMkfu5u8rkrzo4Bnifjob/view?usp=sharing

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RECONSTRUINDO HISTÓRIAS PARA ALÉM DO DIAGNÓSTICO PSIQUIÁTRICO: ESCUTA (E INTERVENÇÃO) DE GÊNERO COMO MEIO DE EMPODERAMENTO DE MULHERES COM HISTÓRICO DE RELAÇÕES VIOLENTAS

Mariana Pedrosa; Valeska Zanello

(Capítulo no livro “Mulheres e Violências: Interseccionalidades”).

https://drive.google.com/file/d/15QW-54AJcVMYMkfu5u8rkrzo4Bnifjob/view?usp=sharing

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“VAGABUNDO” OU “VAGABUNDA”: XINGAMENTOS E RELAÇÕES DE GÊNERO
Valeska Zanello; Ana Carolina Romero
http://repositorio.unb.br/handle/10482/16320 (inglês)

http://www.labrys.net.br/labrys22/libre/valeskapt.htm (português)

Resumo

O presente texto visa refletir sobre o ato de xingar,  através do termo “vagabundo”, na cultura brasileira, quando aplicado aos homens (“vagabundo”) ou às mulheres (“vagabunda”). Aponta-se, seguindo a linha de pensamento aberta por Wittgenstein (1991), presente na filosofia da linguagem ordinária, o quanto o sentido do termo é seu uso, adquirindo nuances bem diferentes na sua correlação com o sexo do sujeito xingado. Quando atribuído a um homem, o termo adquire conotações de preguiça, não produtividade, passividade; traços desvalorizados na dita “essência” masculina. Por outro lado, quando atribuído a uma mulher, o termo adquire conotação sexual, apontando para uma atividade, que seria indesejável, socialmente, para ela. A partir dessas discussões, buscou-se sublinhar o quanto o falar não é jamais neutro (Irigaray, 1985; 1990) e exerce formas de controle e de reprodução do sistema, através de uma microfísica do poder.

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MAURA LOPES CANÇADO, ENTRE A LOUCURA E A ESCRITA: O DESCOMPASSO ENTRE UMA EXISTÊNCIA E OS IDEAIS DE MULHER NAS DÉCADAS DE 1940/1950.

Vânia Romão e Valeska Zanello

https://drive.google.com/file/d/1kpLDSH7EyApaOAZzZ7fEvdy1T8SALNPg/view?usp=sharing

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XINGAMENTOS: ENTRE A OFENSA E A ERÓTICA 
Valeska Zanello

https://www.researchgate.net/publication/221706218_Xingamentos_entre_a_ofensa_e_a_erotica

MATERNIDADE (E NÃO DESEJO DE MATERNIDADE)

Interrupção da gravidez e alívio: sobre o que não se fala das experiências emocionais das mulheres face à maternidade (Valeska Zanello e Madge Porto)

(No livro “Práticas acadêmicas e políticas sobre o aborto”, organizado por Paula Rita Bacellar Gonzaga; Letícia Gonçalves; Claudia Mayorga)

http://cebes.org.br/2019/10/praticas-academicas-e-politicas-sobre-o-aborto/

Capa-correta.png

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O não desejo de maternidade: um fenômeno crescente, mas ainda pouco pesquisado no Brasil (Daniele Leal e Valeska Zanello)

(No livro “Gênero, subjetivação e perspectivas feministas”, organizado por Edlene Silva. Susane Oliveira e Valeska Zanello)

https://drive.google.com/file/d/1HLcW6NrgrgnmLCdpDteAT-B_z7rldZBO/view?fbclid=IwAR2dI-NpsUfwO2OuizBPDIP8chPR3ZfP8mG5Z9WQp_dbFD2ViYw99–pGJk

genero e subjetivação

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Ouvindo o inaudito: mal-estar da maternidade em mães ofensoras atendidas em um CREAS

Aline Xavier; Valeska Zanello

https://periodicos.ufsc.br/index.php/revistacfh/article/view/2178-4582.2018.e57051/40097

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Capítulo “Encaminhamento de “mães ofensoras”: atendimento psicossocial ou reforma moral? A violência do Estado sobre as mulheres”

Aline Xavier; Valeska Zanello

https://drive.google.com/file/d/1Evv_nUf5qxp-z5rYo1yK-1e0FwEu3tjW/view

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DISPOSITIVO MATERNO E PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO: DESAFIOS PARA A PSICOLOGIA

Valeska Zanello
Capítulo no livro (disponível online) “Aborto e (não) desejo de maternidade(s): questões para a Psicologia”, publicado pelo Conselho Federal de Psicologia
Capítulo: https://drive.google.com/file/d/1WtrwE7gUJzuxVT3zJTLOG8pnXAOEIWBh/view?usp=sharing

Livro completo: http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2016/11/CFP_Livro_Aborto-2.pdf

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 MÃES OFENSORAS: LOUCAS? MÁS? DESCONSTRUINDO O MITO DA MATERNIDADE

Aline Xavier, Valeska Zanello

Capítulo no livro (disponível online) “Aborto e (não) desejo de maternidade(s): questões para a Psicologia”, publicado pelo Conselho Federal de Psicologia

Capítulo: https://drive.google.com/file/d/1qhqqI5hgWqbW7Dxdk1qVUhtCgu3sCUBM/view?usp=sharing

Livro completo:  http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2016/11/CFP_Livro_Aborto-2.pdf

HOMENS E MASCULINIDADES

XINGAMENTOS MASCULINOS: A FALÊNCIA DA VIRILIDADE E DA PRODUTIVIDADE 
Valeska Zanello, Tatiana Gomes

http://www.seer.ufu.br/index.php/neguem/article/view/7615

Resumo

O presente artigo teve como escopo fazer um levantamento dos xingamentos masculinos considerados mais ofensivos, por um grupo de homens e mulheres adultas, estudantes do ensino superior público e particular em Brasília. Buscou-se levantar, através desses xingamentos, quais seriam os valores relacionados à masculinidade em nossa cultura.

SAÚDE MENTAL DE HOMENS

Depressão em homens: uma leitura a partir das masculinidades

(No livro Pluralidade masculina: contribuições para pesquisa em saúde do homem, Brasília: CRV, 2019, v. 1, p. 549-568).

Naiara Windmöller e Valeska Zanello

pluralidade masculina

Download do capítulo:

https://drive.google.com/file/d/1N6z3Gq7ZWjizzEKYQ612NTvjRK1id89e/view?usp=sharing

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DEPRESSÃO E MASCULINIDADES: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA EM PERIÓDICOS BRASILEIROS

Naiara Windmöller, Valeska Zanello

http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/PsicolEstud/article/view/31896

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Suicídio e masculinidades: uma análise através do gênero e das sexualidades

Felipe de Baére e Valeska Zanello

http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/PsicolEstud/article/view/44147

 

ENVELHECIMENTO E GÊNERO

SAÚDE MENTAL, GÊNERO E VELHICE NA INSTITUIÇÃO GERIÁTRICA 

Saúde Mental, Gênero e Velhice na Instituição Geriátrica (link)

Valeska Zanello; Livia Campos; Guilherme Henderson

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INSTITUIÇÃO GERIÁTRICA COMO UMA INSTITUIÇÃO TOTALITÁRIA: GÊNERO E SAÚDE MENTAL (Valeska Zanello, Guilherme Henderson e Livia Campos)

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1679-44272017000100004

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O envelhecimento de lésbicas e gays: a longevidade dos dispositivos de gênero (Felipe de Baere e Valeska Zanello. No livro: Araújo, LF; Silva, HS. Envelhecimento e velhice LGBT. Campinas: Alínea, 2020)

https://drive.google.com/file/d/1k5TPnsgEIpfvDf2HiaRxNk9rxbZE5DW3/view?usp=sharing

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RACISMO

PSICOTERAPIA, RAÇA E RACISMO NO CONTEXTO BRASILEIRO: EXPERIÊNCIAS E PERCEPÇÕES DE MULHERES NEGRAS

(Marizete Gouveia Damasceno e Valeska Zanello)

http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/PsicolEstud/article/view/42738

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Saúde Mental e Racismo Contra Negros: Produção Bibliográfica Brasileira dos Últimos Quinze Anos (Marizete Gouveia e Valeska Zanello)

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932018000300450&lng=en&nrm=iso

QUESTÕES INDÍGENAS

Capítulo “‘Saúde mental’ ‘indígena’: do que estamos falando e a partir de onde?”

Valeska Zanello; Marianna Queiróz Batista

https://drive.google.com/file/d/1vkPokGRbq_bNE0-2zQCx_QzOxm8BEHYx/view?usp=sharing

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SAÚDE MENTAL EM CONTEXTOS INDÍGENAS: ESCASSEZ DE PESQUISAS BRASILEIRAS, INVISBILIDADE DAS DIFERENÇAS

Mariana Queiroz Batista; Valeska Zanello

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-294X2016000400403&script=sci_abstract&tlng=pt

SAÚDE MENTAL (GERAL)

Hearing voices: From the Experience Qualification to the Possibility of Care

Henrique Campagnollo Dávila Fernandes; Valeska Zanello

https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-37722020000100502&script=sci_arttext

This article aimed to analyze hearing voices experiences in patients of a Psychosocial Care Center. In this regard, ten people were interviewed. The qualitative method was used, with content analysis. Four categories were chosen: “origin” of voicesphenomenology of voicescoping strategies, and family support. Hallucinatory experiences have emerged in contexts of violence and isolation. Topographic variables of the voices indicate possibilities of understanding the phenomenon. The movement is a basic condition to deal with the experiences. Family support is key to cope with difficulties. It is necessary to qualify the auditory hallucination as a meaningful experience, which must be respected in any intervention that intends care.

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ENTREVISTAS DE EVOLUÇÃO PSIQUIÁTRICAS: ENTRE A “DOENÇA MENTAL” E A MEDICALIZAÇÃO 
Psychiatric progress interviews: between the “Mental Illness” and the medicalization


Valeska Zanello; Gabriela Macedo Pinheiro da Fonseca; Ana Carolina Romero

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1679-44272011000200008&script=sci_arttext

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A TOPOGRAFIA DA AUDIÇÃO DE VOZES: UMA POSSIBILIDADE DE INTERPRETAÇÃO DA LINGUAGEM DA SUBJETIVIDADE (Henrique Fernandes e Valeska Zanello)

http://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/saudpesq/article/view/6599

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Para além da alucinação auditiva como sintoma psiquiátrico (Henrique Fernandes e Valeska Zanello)

https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/enfermagem/article/view/14042

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O Grupo de ouvidores de vozes: dispositivo de cuidado em saúde mental

Henrique Campagnollo Dávila Fernandes; Valeska Zanello

http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/PsicolEstud/article/view/39076/pdf

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ORDÁLIO E DELÍRIO: DE TERCEIRO ESCOLHIDO A EXCLUÍDO 
Elisa Coelho; Valeska Zanello


http://www.redalyc.org/pdf/420/42021456004.pdf

Resumo

Freud trouxe importantes contribuições para a compreensão das psicoses ao mostrar, especificamente no delírio, o funcionamento de um narcisismo inflacionado, cuja função seria resguardar minimamente o sujeito. O delírio seria uma tentativa do eu de se preservar diante de uma realidade inassimilável. O ordálio, vivência de uma situação que coloca à prova a estrutura do sujeito, parece exercer aí um papel fundamental, enquanto fator desencadeador de sua quebra e da produção delirante. Este trabalho teve como objetivo fazer uma análise psicodinâmica de um caso de psicose esquizofrênica, por meio das contribuições psicanalíticas.

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A LOUCURA ENTRE GRADES E PERDAS DE IDENTIDADE 
Sabrina Gebrim; Valeska Zanello

http://php.iesb.br/ojs/index.php/psicologiaiesb/article/view/24

 

PSICANÁLISE E PSICOTERAPIAS

Escrita feminina, entre o bordejamento da falta e o desamparo: contribuições a partir de uma leitura gendrada da Psicanálise

Valeska Zanello

https://drive.google.com/file/d/1fPMzXta490k25IwcqGnAZY_0DKCIy5Lp/view?usp=sharing

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ALGUMAS CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA DOS ATOS DE FALA PARA A PESQUISA E A AVALIAÇÃO DAS (PSICO)TERAPIAS
Valeska Zanello; Francisco Martins

EDUCAÇÃO/ JOVENS E CRIANÇAS

DOS INSULTOS ENTRE ADOLESCENTES AO TRABALHO DAS RELAÇÕES DE GÊNERO NA ESCOLA

Valeska Zanello & Wanderson Flor

https://drive.google.com/file/d/1VnLRGeypkCRsYkSeCda0fOp82oMsaRJ7/view?usp=sharing

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Contribuições da Psicanálise para o conhecimento psicopedagógico

Valeska Zanello

https://drive.google.com/file/d/1141mZQktnmp3672QkLuuj1zcogYkk2e7/view?usp=sharing

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XINGAMENTOS ENTRE ADOLESCENTES EM BRASÍLIA: LINGUAGEM, GÊNERO E PODER 

Valeska Zanello, Bruna Bukowitz, Elisa Coelho

https://www.researchgate.net/publication/221706226_XINGAMENTOS_ENTRE_ADOLESCENTES_EM_BRASILIA_LINGUAGEM_GENERO_E_PODER

Resumo

O xingamento é uma poderosa arma de controle social, pois aponta, no ato de seu uso, determinados lugares sociais que não devem ser ocupados pelos sujeitos. Porém, aquilo que é julgado como indesejável varia de acordo com a cultura, com o momento histórico, com a faixa etária e depende de importantes papéis de gênero. O presente artigo teve como escopo estudar quais xingamentos seriam considerados como mais ofensivos, atribuíveis aos homens e às mulheres, por mulheres e homens adolescentes em Brasília. O objetivo foi analisar os valores de gênero nestas respostas e o controle social que os mesmos exercem no ato de xingar entre os adolescentes.

Palavras-chave: xingamentos; relações de gênero; adolescência; violência verbal; bullying.

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FILOSOFIA, PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO: O MESTRE POSSÍVEL DE ADOLESCENTES 
Valeska Zanello

https://www.researchgate.net/publication/221706228_Filosofia_psicanalise_e_educacao_o_mestre_possivel_de_adolescentes

Resumo

O presente artigo tem como escopo pensar uma articulação entre o lugar apontado pela psicanálise como o do “mestre possível” de adolescentes e o papel do professor na comunidade de investigação, no projeto Filosofia na Escola. Segundo uma leitura psicanalítica contemporânea, este lugar é marcado por um discurso do mestre permeado pelo do analista, isto é, por uma disposição de um mestre “não-todo poderoso”, sujeito a aberturas, incertezas e dúvidas, trespassado pelo não saber. Defendemos a idéia de que a metodologia trabalhada no projeto Filosofia na Escola, através da comunidade de investigação, pode ser um meio propício para possibilitar o desabrochar desta disposição.

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CEAG: A consolidação de uma nova proposta

Artigo que narra a consolidação do Projeto Filosofia na Escola, parceria entre a Universidade de Brasília e a (antiga) Fundação Educacional do DF, em um escola pública de uma região de vulnerabilidade social. Da aplicação dos manuais, elaborados nos EUA por Mathew Lipman, ao desenvolvimento de uma metodologia própria, adequada à nossa realidade e aos interesses de nossos alunos, o texto relata os desafios enfrentados e as etapas pelas quais o projeto passou em sua execução.

https://drive.google.com/open?id=12291aktYolyvFo5lL2P3bg7VePMcGRhS

FILOSOFIA DA LINGUAGEM

A METAFÍSICA E SUAS MARGENS: A DIFERENÇA ENTRE HEIDEGGER E DERRIDA
Valeska Zanello

http://periodicos.uern.br/index.php/trilhasfilosoficas/article/view/32

Resumo

Heidegger, em Ser e Tempo, anuncia sua intenção de destruição da metafísica, a partir da leitura inovadora que faz da história do pensamento ocidental. Tomando como base a diferença ontológica, Heidegger aponta na história da filosofia para o equívoco cada vez mais premente entre ser e ente, com um esquecimento do Ser, no qual este foi tomado como simples presença. Um problema que se apresenta então a Heidegger é a utilização da linguagem (com suas categorias metafísicas), para falar do ser de um modo não metafísico. Para Derrida, a diferença ontológica é, ainda, fruto de um pensamento metafísico: para ele, Heidegger permanece dentro do binarismo tradicional “ser-ente”, além de manter a hierarquia na qual a questão do Ser seria a mais fundamental. Partindo assim da suposta influência de Heidegger, desenvolve a noção de différance, segundo ele mais originária e arqui-estrutural que a diferença ontológica. Neste sentido, mais “velha” que o próprio ser, a différance não teria nome na língua, ela seria inominável (Derrida, 1999). No entanto, o que tenta Derrida senão falar deste inominável, ainda que tangencialmente? O muro é, aqui também, a própria linguagem. Uma questão então se coloca: É possível fazer filosofia sem ser metafísico? O escopo desse artigo é debater os limites da crítica realizada à metafísica, apontando que ela seja possível, talvez, apenas na justa diferença dos pensamentos.

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O INOMINÁVEL NA EXPERIÊNCIA DE LINGUAGEM DE MARGUERITE DURAS 
Valeska Zanello; Francisco Martins

http://periodicos.letras.ufmg.br/index.php/relin/article/view/2349

Resumo

Heidegger, em seu trabalho mais radical, a saber, em “A caminho da fala”, apontou o papel do inominável no fazer poético enquanto possibilidade de experienciar a fala. Neste sentido, seria no instante da falta de palavras que ficaria mais evidente a dimensão da palavra enquanto instauradora do ser e do mundo. Este artigo visa discutir como a experiência do inominável, presente enquanto dor existencial na obra de Marguerite Duras, abre a possibilidade de constituir-se como um terreno fértil para o acontecimento daquela experiência

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